Quase centenária, a Tia Mercedes

Lendo esta postagem do Rigon, homenageando ao seu Francisco, que completou 100 anos, em boas condições de saúde, lembrei de prestar uma homenagem a nossa Tia Mercedes, a mãe do Helintgon Lopes ( Casa de Bamba) e de Sonia, Tânia, Wagner, Wesley e Telma, que quando ela completou 90 anos, este ano, postaram este texto:
Tenho rugas… Olhei para o espelho e descobri que tinha muitas rugas, em volta dos olhos, da boca, na testa. Eu tenho rugas porque eu tive amigos… e nós rimos muito, até às lágrimas. Eu tenho rugas porque conheci o amor que me fez espremer os olhos de alegria. Eu tenho rugas porque tive filhos e fiquei preocupada com eles desde a concepção, mas também porque sorri para todas as suas novas descobertas e porque passei muitas noites em claro….
Tenho rugas porque eu também chorei… Chorei pelas pessoas que amei e que foram embora, por pouco tempo ou para sempre, sabendo ou sem saber o porquê.
Tenho rugas porque passei horas sem dormir para observar os projetos que correram bem… mas também para cuidar a febre das crianças, para ler um livro ou fazer amor.
Vi lugares lindos, novos, que me fizeram abrir a boca espantada ao ver os lugares antigos, que me fizeram chorar. Dentro de cada sulco no meu rosto e no meu corpo, se esconde a minha história… se escondem as emoções que vivi… a minha beleza mais íntima. E se apagar isso, apago a mim mesma. Cada ruga é uma anedota da minha vida, uma batida do meu coração, o álbum de fotos das minhas memórias mais importantes!!! (autor desconhecido)
Completo eu (Akino), Tia Mercedes, foi casada com Tio Aparecido, irmão mais velho de minha mãe, e que já retornou ao Mundo Espiritual há algum tempo. Ela continua em plenas condições físicas, para sua idade. Mora sozinha, por opção (quero o meu canto, minha liberdade, disse-me a semana passada, com nos visitou). Anda a cidade de ônibus, sem ajuda de ninguém. Canta e dança, quase todas as semanas na Casa de Bamba. Espírita convicta, sabe que o Espírito não envelhece e bem exercitado, ajuda na manutenção do corpo físico, em condições saudáveis, até o dia em que o retorno do Plano Espiritual for inadiável, e essa é única certeza absoluta que temos em nossas existências.
Tia Mercedes, acredito, e se depender de sua vontade, será também centenária como seu Francisco. São exemplos para todos nós. Vivamos tendo sempre em vista a meta de chegarmos ao centenário. Se não for possível, nesta, que sejamos na próxima encarnação. Procuremos sermos úteis. Uma existência longa só se justifica se formos servidores do criador. Há informações que, diante das dificuldades de reencarnações, está havendo moratórias (prorrogações de existências úteis), portanto, vidas longas serão cada vez mais comuns.
Akino Maringá, colaborador
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