Há 8 anos

Hoje faz 8 anos da morte de Moacyr Stefanini, o Louro, conhecido por não perder velórios em Maringá.

Fiz uma reportagem com ele, quando Louro se encontrava no Asilo São Vicente de Paula, em Mandaguaçu.
Luiz de Carvalho lembrou que ele era portador de uma deficiência mental leve desde a infância, consequência do Mal de Simioto. “Depois de tomar o café da manhã, ele corria para as funerárias para saber quem tinha morrido”, disse o irmão Nino.
“Era uma correria quando aconteciam várias mortes no mesmo dia e muitas vezes o frequentador de velórios patrocinou tumultos ao revelar, em público, segredos do morto”. Conta que Louro era filho de José Stefanini, que chegou a Maringá no início dos anos 50, quando tinha 20 anos, e por muitos anos morou em um casarão da rua Marcelino Champagnat, em frente ao Colégio Marista. Como logo cede se informava nas duas (e depois três) funerárias, muitas vezes chegava à casa antes que os parentes do morto soubessem da perda. Houve o caso de um jornalista que não sabia como informar à mulher que a mãe dela havia morrido e quando chegou em casa para dar a notícia, Louro já estava lá e tinha feito o anúncio à família e à vizinhança.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.