E agora, com a soltura de Beto Richa, “vítima de crueldade”, como fica a liturgia da despedida desenhada por Ricardo Barros? De Celso Nascimento, no jornal O Paraná:
Liturgia da despedida – Aguarda-se para, no máximo, segunda-feira (17) o anúncio de que Beto Richa deixa de ser candidato a senador pelo PSDB. Seu próprio partido e a coligação de apoio à reeleição de Cida Borghetti – à frente seu principal coordenador, o deputado Ricardo Barros – desenham a liturgia do anúncio.
Discrição – Tudo leva a crer, no entanto, que vai predominar a discrição: apenas uma nota à imprensa, provavelmente assinada pelo diretório estadual tucano anunciando a desistência, seguida de outra da coligação confirmando que o deputado Alex Canziani passa a ser, a partir de agora, candidato único da chapa ao Senado.
Fora – Da propaganda eleitoral da coligação de Cida em rádio e TV já não consta a participação de Beto Richa; as inserções de anúncios nos intervalos também foram suspensos. O comitê de campanha na rua Mateus Leme já está sendo desmobilizado.
Desmonte – O desmonte atinge também a candidatura do filho Marcello Richa, que disputaria uma cadeira na Assembleia Legislativa. Seu escritório de campanha, na rua Lysymaco Ferreira da Costa, no Centro Cívico, a três quadras do Palácio Iguaçu, não apresenta sinais de movimento desde a quarta-feira (12).
