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‘Santinho’…

…mas nem tanto. Por uma dessas ironias do destino, andando hoje pelas ruas de Maringá, fui abordado em dois locais. Primeiro na esquina da Duque com a XV, por dois rapazes que me ofereceram santinho de um candidato a deputado estadual, em quem já votei em eleição anterior e me arrependi profundamente.

Depois, na Catedral, por uma senhora bastante educada, que perguntou se poderia me oferecer uma opção para deputado estadual. Em ambas abordagens, atendi pronta e educadamente, da senhora que visse as redes sociais do candidato. Minha esposa, que estava comigo, disse que pensou em dizer que sofrera muito por causa dos problemas causados pelo referido candidato e logo que saímos do local, para não ser deselegante, fez picadinho dos panfletos, com a ‘colinha’. Eu esperei ficar bem longe dos olhos daquela senhora, que me pareceu ser a mãe do candidato, para jogar, sem ao menos dar o trabalho de ler. Mas não rasguei, não senti raiva, mágoa, qualquer sentimento e ainda comentei que me esqueci completamente de tudo dos males que tentou me fazer, com algum sucesso, mas nem tanto, pelo contrário. Desejo-lhe que o melhor aconteça na eleição que disputa e o melhor talvez seja que não seja eleito, que tenha poucos votos, pois assim poderá repensar atitudes, comportamentos. Mas, se o melhor for a eleição, que aconteça o mesmo. Desejo-lhe felicidade, mas sobretudo que não cause mais infelicidades. Que, ainda que por egoísmo, procure fazer os seus próximos felizes, pois é muito difícil ser feliz rodeado de infelizes (Hélio Ribeiro) e completo, ainda mais se a infelicidade dos outros for causada por você. Santinho, até parece, mas nem tanto. Não terá mais meu voto, pelo menos até que prove que realmente mudou, que se tornou a boa pessoa é para sua mãe. Mas mãe é mãe, e aquela senhora merece todo o meu respeito.
PS: Quem é o candidato? Não revelo, talvez o texto seja uma obra de ficção e algumas pessoas se colocarão no lugar dos personagens.
Akino Maringá, colaborador

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