Lei aprovada em 2017 aumentou o corte irregular de árvores em Maringá

Uma lei de autoria de seis vereadores e sancionada no final do ano passado está, indiretamente, provocando o aumento no corte irregular de árvores localizadas nas calçadas, defronte as residências e principalmente defronte o comércio, em Maringá.

A lei, resultado de projeto de lei de Paulo Rogério do Carmo, Altamir Antônio dos Santos, Mário Massao Hossokawa, Odair de Oliveira Lima, Alex Sandro de Oliveira Chaves e Sidnei Oliveira Telles Filho, permite que os serviços de corte e remoção com destoca possa ser feito por empresas particulares. A prefeitura passou a ter 60 dias, após requerimento feito pelo contribuinte, para emitir laudo técnico e, se não realizar o corte neste período, uma empresa particular pode ser contratada pelo interessado.
O resultado é o aumento considerável do corte sem que a prefeitura tenha emitido o laudo sobre as condições das árvores. Está virando festa. Os chamados pica-paus, pessoas que fazem a retirada de árvores, sempre existiram em Maringá e, se já era difícil de controlar, agora nem se fala. Muitos dos pica-paus pegos em flagrante dizem que o corte é regular, quando não é e não tem autorização da prefeitura.
Na semana passada, num fato raro, a Guarda Municipal foi acionada depois de constatado o corte irregular de árvore na zona norte da cidade, ou seja, sem autorização da prefeitura. Infelizmente, é sombrio o futuro das árvores da cidade.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.