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Amigos do poder

Todos temos, de certa forma, poder sobre alguém ou alguns. Seja na família, no trabalho, sempre que exercemos a condição de chefia e liderança em qualquer situação.

Mas há um poder maior, o poder político, por exemplo. Prefeito, governador, deputado, presidente da República, e quanto poder têm. Ao assumir qualquer desses cargos é comum que se tenha muitos ‘amigos’. Seriam amigos da pessoa, ou amigos do poder da pessoa? Falo com a experiência de quem já teve algum. Primeiro como gerente geral do Banco do Brasil por dez anos e me sentia ‘poderoso’ (na verdade tinha poder de ajudar muitas pessoas e acredito que até consegui) com muitos amigos entre funcionários e clientes. Poucos amigos da pessoa, a grande maioria amigos do gerente, compreendi depois. Também fui síndico de um condomínio com 120 apartamentos, quase quinhentos moradores, um minicidade, e tive muitos amigos, também, a maioria amigos do poder. Há também os inimigos que se ganha quando tem poder e esses são muitas vezes inimigos do poder e ficam inimigos de pessoa.
Não se iludam, os detentores do poder, com o ‘grande amizade’ que granjeiam. Quando deixarem os cargos, e todos deixarão, queiram ou não, verão que amigos verdadeiros são poucos e esses permanecerão.
Continuo com algum poder, dizem. Talvez o poder de persuasão, para alguns, poucos é verdade. Não acredito que tenha muitos inimigos, mas fico feliz com admiração de alguns poucos e sinceros amigos. Alguns se tornam ‘amigos da onça’, depois de terem sidos amigos do poder de divulgação que conseguimos em 10 anos como colaborador do Blog do Rigon, um dos mais acessados no Paraná, e com muitos amigos de verdade.
Akino Maringá, colaborador

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