Moro no Ministério da Justiça, merece comentários, sim
Não sou daqueles que não retrocedem em sua opiniões e mudei mais uma vez.
Depois de considerar um absurdo uma possível ida do juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça, abandonando, na prática, a carreira de magistrado federal, um dos mais atuantes e brilhantes dos últimos anos, talvez de toda a história da Justiça, responsável direto pela esperança de que a corrupção pode ser combatida e poderosos são quase iguais a todos os demais mortais, perante a lei, passei a pensar que pode ser uma boa, ou melhor uma ótima ideia.
Um ministério forte, englobando Controladoria, Coaf, e Segurança Pública,tendo um Ministro com a credibilidade, pelo menos para a a maioria da população (há quem questione), pode representar um salto muito grande no combate efetivo à corrupção, dentro do governo, no congresso, com o olhar de fora da justiça e do MP, que seriam fortalecidos.
Não consegui captar o que pensa do futuro o maringaense Moro. Pode ser que depois dois ou três, de ter dado forma e alcançado o sucesso que esperamos, seria indicado para ministro do Supremo. Mas pode credenciar-se a ser o sucessor de Bolsonaro, como Presidente, sonho de muitos, que parecia impossível.
Se disser sim ao convite, certamente sairá dos casos Lula. Seria exonerado? Ou pode pedir aposentadoria proporcional? Esta é um dúvida que tenho e algum jurista poderia nos esclarecer. O governador eleito no Rio era Juiz, também. Perdeu o tempo de serviço. Se isso for a realidade é injusta, senão vejamos. Pela vitaliciedade, quando um juiz comete crime, tem como ‘castigo’, a aposentadoria compulsória. Se vai bem e se credencia a continuar servindo o país em outra área, perde? Não, deve ser aposentado proporcionalmente, penso.
Akino Maringá, colaborador
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