Mau cheiro faz prefeitura multar GTFoods em R$ 50 mil por dia

Fiscais e técnicos da Secretaria de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal estiveram na amanhã desta sexta, 1, no abatedouro de aves da empresa Gonçalves & Tortola S/A, na saída para Mandaguaçu, documentando em fotos e vídeo as irregularidades já constatadas ontem. O abatedouro é apontado como uma das fontes do mau cheiro relatado por moradores de diversas regiões da cidade na Ouvidoria Municipal (serviço 156).

A análise mais detalhada dessa documentação justificou a autuação da empresa na tarde desta sexta em R$ 50 mil/dia pela ineficiência dos biofiltros para contenção de resíduos gerados no processo de fabricação de farinha, o que provoca emissão na atmosfera de partículas condutoras de mau cheiro. Um diretor da empresa alegou falta de competência legal para assinar a notificação, mas mesmo sem o aceite formal a lei assegura sua validade.
A farinha, utilizada como matéria-prima em rações, é produzida a partir de rejeitos do processamento do frango, como penas, sangue, vísceras e outras partes inaproveitadas. Esse material passa por um processo de cozimento. Para conter os resíduos lançados na atmosfera nessa etapa da industrialização, é necessário isolar o local com biofiltros (cavacos de eucaliptos, carvão ativado…). No caso da unidade de processamento da empresa, até uma cobertura foi removida. A GTFoods é a quarta maior empresa do Brasil em avicultura de corte. Leia mais.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.