Ostentação nas redes sociais ajuda a levar oficial do CB para a cadeia

Alvo da Operação Diplomata, realizada esta semana, o 1º tenente Alexandre Bettiol Ferelli, do 5º Grupamento de Incêndio de Maringá, continua preso em Curitiba, para não atrapalhar as investigações que apuram extorsão pelo oficial para a aprovação de projeto de prevenção de incêndio. Por conta da irregularidade, nem todos os profissionais tinham sucesso na obtenção dos projetos.

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Durante os últimos anos o blog recebeu mais de uma denúncia de pedido de propina para liberação de projetos no GI de Maringá, e no final do ano passado soube-se que havia uma investigação interna em curso. Não se sabe se a denúncia que motivou a prisão tem a ver com a apuração do ano passado.
A Corregedoria-Geral da PMPR cumpriu seis mandados judiciais de busca e apreensão, um de interdição e de um de prisão na sede do 5º Grupamento de Bombeiros na primeira fase da Operação Diplomata. O oficial (na foto com o ex-prefieto Silvio Barros II) teria pedido R$ 1 mil para realizar a aprovação de um projeto.
As investigações já comprovaram diversos indícios de irregularidades e favorecimentos nas tramitações de projetos junto ao Bombeiro de Maringá, e em obediência à determinação judicial foram coletados mais de 100 processos para serem periciados novamente nesta operação.
Release divulgado pela PM informa que constatou-se também que o oficial que foi preso nesta data ostenta movimentações financeiras e um padrão de vida que sobressai do quanto ganha em seu salário, como se observam nas redes sociais do preso.
Paralelo a isso existem provas do envolvimento do Oficial na confecção de documentação atinente à prevenção de incêndio em outros estados, bem como envolvimento com atividades extra corporação em faculdades e outros estabelecimentos.
Nesta primeira fase da Operação Diplomata foi indiciado ainda, pelo crime de prevaricação, o aspirante a oficial André Luis Dias Bueno, por ter se omitido na confecção de documentação que lhe cabia quando da vistoria de um evento temporário, orientado por Ferelli.
O bombeiro que foi preso, 1º tenente BM Ferelli, além das demais alterações já constatadas, foi indiciado nesta data pelo encarregado das investigações pela prática dos crimes por concussão e patrocínio indébito.
“A Corregedoria-Geral da PMPR informa que as investigações no Grupamento de Maringá continuam e que novas fases desta operação não estão descartadas, motivo pelo qual foi cumprida nesta data ordem judicial de interdição dos arquivos do quartel até que seja encerrado o processo.
O 1º tenente Alexandre Bettiol Ferelli ficará preso em Curitiba para não atrapalhar o andamento das investigações, destruindo ou adulterando provas, pois tem livre acesso às instalações do quartel e exerce forte influência sobe os militares daquela unidade e sobre a sociedade de Maringá como um todo.
A Corregedoria-Geral da Polícia Militar ressalta que ações como a dos militares indiciados denigrem a imagem da corporação e devem ser firmemente combatidas para que seja valorizado o policial ou bombeiro militar que pauta seu serviço pela retidão de postura, e não pela ganância e vaidade pessoal.
A disposição da população estão os seguintes canais de Denúncia da Corregedoria-Geral da PMPR, Telefone: 0800 643 7090 e pelo site da Corregedoria-Geral da PMPR www.corregedoria.pmpr.pr.gov.br/.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.