A unidade de urgência e emergência do Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba, suspendeu os atendimentos para pacientes do SUS desde às 19h de terça-feira devido ao excesso de pacientes. A espera por atendimento chegou a sete horas e, segundo a assessoria do hospital, há cerca de 14 crianças que precisam ser internadas e não há leitos. A informação é do Bem Paraná.
“O hospital está operando em capacidade máxima”, diz a nota encaminhada pela assessoria. Não há previsão para o fim da suspensão. Os outros serviços funcionam normalmente e as crianças internadas estão tendo o atendimento de sempre. É a terceira vez em duas semanas que a instituição teve de interromper o serviço diante do mesmo impasse.
Durante a terça, foram 650 consultas de emergência pelo SUS e convênios, quando o normal são no máximo 100 crianças por dia. Não há falta de médicos, mas excesso de pacientes. Segundo o informações do hospital, cerca de 80% dos atendimentos feitos nos pronto-atendimentos poderiam ser resolvidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou com consulta eletiva com pediatras. (leia mais).
Nas redes sociais, internautas saíram fazendo comparação. “Aqui em Maringá só reclama do atendimento quem NUNCA saiu de Maringá, não conhece a realidade de outras cidades, de outros Estados ou até mesmo de outros países. Temos também aqueles oportunistas orquestrados que criam, ampliam e deturpam problemas, manipulando informações apenas para atingir seus objetivos “eleitoreiros”, não se importando com o real bem estar da população”, opinou Edgard Ulisses Salzani. Em anexo, foram colocados dados sobre o tempo de espera nas unidades de pronto-atendimento de Maringá.
PS – O Pequeno Príncipe participa da viabilização do Hospital da Criança, em Maringá. O hospital curitibano, segundo o governo anterior, “dá suporte e consultoria técnica ao projeto” e “também poderá participar da concorrência para auxiliar na gestão da unidade”.
