Reinaldo Azevedo: Com Previdência parada, governo usa texto homicida de Moro contra Congresso

De Reinaldo Azevedo, em seu blog:

A reforma da Previdência ainda são favas contadas. Vai ser aprovada uma reforma, sim. Vamos ver qual e com que economia. Só os muito otimistas acreditam que possa ser votada na Câmara em julho. Hoje, tudo indica que ficará para o segundo semestre. Uma questão de suma importância, como a extensão da reforma aos Estados, ainda não está definida.

Dado o cenário, o governo decidiu ter uma ideia: lançar uma campanha publicitária que, mais uma vez, tem a nada disfarçada intenção de pressionar o Congresso e jogá-lo contra a opinião pública. E a estrela da hora em mais esse trabalhinho de tentativa de degradação do Parlamento é o ministro da Justiça, Sérgio Moro.
Com a reforma da Previdência ainda por acontecer, pois, o governo lança na próxima semana uma campanha publicitária para popularizar o chamado “pacote anticrime” de Moro. Quem entendesse a democracia segundo o filtro da independência entre os Poderes, faria o quê? O óbvio. Entregaria as propostas ao Congresso, daria o devido tempo para que os senhores parlamentares analisassem o texto, faria o debate de ideias, negociaria… Mas não Bolsonaro. Não Sérgio Moro. Tudo tem de ser feito na base do confronto.
O projeto de Moro é uma soma de aberrações. Sem que este senhor tenha apresentado até agora nem sequer um diagnóstico da superlotação dos presídios, seu texto investe no aumento do encarceramento. As mudanças propostas nos Artigos 23 e 25 do Código Penal dão licença escancarada para matar. Leia mais.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.