Secom veta propaganda de Moro

A Secretaria de Comunicação da Presidência vetou a gravação de uma propaganda que seria produzida para defender o pacote anticrime do ministro Sergio Moro. O motivo do veto é que a história de violência que seria mostrada na peça publicitária contraria as bandeiras da “bala, bíblia e boi” defendidas pelo governo de Jair Bolsonaro.

A censura desagradou Moro, que aposta na campanha para ganhar o apoio da população na defesa de sua proposta, que tramita no Congresso. O personagem que tinha aceitado contar sua história na TV, mas depois teve a gravação cancelada por decisão da Secom, é Dirceu Moreira Brandão Filho (foto), 53, que mora em Passos, no sul de Minas.
Em 1991, durante uma exposição agropecuária na sua cidade, Brandão Filho foi alvo de cinco tiros. Dois o acertaram, um na boca e outro na nuca. O autor dos disparos foi o fazendeiro Omar Coelho Vítor. A justificativa é que sua mulher teria sido “cantada” por Brandão Filho, que, na época, tinha 25 anos. Ele ficou cinco dias em coma e até hoje tem uma bala no corpo. Esse caso foi o pivô da primeira decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o cumprimento de pena após uma condenação em segundo instância, em 2009. A informação é de Bela Megale, de O Globo.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.

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