‘Em Continuidade’
O artista maringaense Tadeu dos Santos desenha sobre diferentes superfícies, desenho/escrita para a “pele” das coisas, na exposição que será aberta neste sábado, na La Maison (avenida Colombo 5.536, próximo à UEM).
“Em Continuidade” é uma ocupação do espaço privado, com várias ações. No dia 30 uma palestra sobre economia criativa; no dia 7, uma performance diálogo poético, música, dança, cênica e artes visuais, além de poesia concreta. A exposição vai até 16 de dezembro.
A instalação, explica a divulgação, traz uma concepção contemporânea da arte em seu amplo aspecto entre a interlocução que objetiva desvelar o sentido da obra de arte e seu papel na ocupação em ambiente privado. Retrata o aspecto da territorialidade de suas fronteiras. A obra de arte se desnuda em significado e em perspectiva de pensamento por meio de seu suporte e ações sensíveis ao estímulo bi-face entre matéria e recepção.
Nesse sentido, essa instalação diferencia-se do aspecto alegórico porque não está isolada ou fragmentada. A ocupação possibilita criar ao incorporar, digerir o excesso das energias. Ressignifica no conjunto conexões, inspirado no movimento de 1970, em convergência a atualidade. A instalação consiste entre as dimensões histórica e crítica, tangencia a territorialidade e suas fronteiras ao trazer conceitos que se diferenciam de ações políticas e estéticas e, entre o decorar o ambiente, no sentido mais amplo, e transformar o espaço em um conceito sensível que torna a estrutura e seus elementos equilibrados. Destes elementos temos a imagem e sua textualidade, em uma poesia concreta, no ritmo, na cena em que intercruzam as linguagens de um processo dialógico de múltiplos textos, como vozes que ecoam na plasticidade visual conexões de fragmentação que interagem e se agrupam em uma composição da paisagem que é compreendida entre planos, volumes e formas da interação e perspectiva da fugacidade.
Tadeu dos Santos nasceu em Itambé, em 1971. Traz em sua história caminhos que entrelaçam arte, cidade e encontros com culturas indígenas. É descendente do grupo indígena Kaingang da região da Lapa no Paraná. Licenciado em Artes Visuais, bacharel em Comunicação Social e mestre em Ciências Sociais com linha de pesquisa em Sociedade e Práticas Culturais pela Universidade Estadual de Maringá. Em seus trabalhos apresentam-se em diálogo planos e dimensões em duplicidade, tornando este campo de relações um lugar de sua pronúncia plástica, que atravessa questões ligadas à cidade e ao território
*/ ?>
