Imperalismo

Justiniano

O envolvimento dos EUA e qualquer situação, digamos, bélica, como a recente, com o Iran, é tratada como fruto do imperialismo americano.

Falando em imperialismo, lembramos do império romano, ao tempo de Jesus Cristo e que como todo império, um dia ruiu e há quem diga que grande parte dos americanos seria reencarnação de romanos daquela época.

A propósito, reflitamos sobre um texto: ‘O Imperador Justiniano passou para a história da humanidade pelos feitos notáveis, seja como militar honrado, ou administrador sábio.

Desde o nascimento estava destinado para a grandeza, por ser sua mãe irmã de Justino, que se faria mais tarde imperador do Ocidente e o nomearia , primeiro como cônsul e, mais tarde, como general dos exércitos, permitindo-lhe ser um cooperador nas complexas atividades governamentais, em razão da inteligência e formação educativa, especialmente nas áreas jurídicas e da filosofia.

Antes dele, os imperadores do Oriente tentaram inutilmente dominar o Ocidente, sem qualquer êxito.

Seu amor ao Império Romano fez que o unificasse durante largo período , voltando, praticamente a uni-lo após sua divisão no ano 384 por ocasião da decadência de Teodosio I, que proporcionou duas capitais, uma para o Ocidente, Roma, e outra para o Oriente, Constantinopla.

Após a morte de Justino, tornou-se governante único e transformou Constantinopla na capital do Império, onde se instalou o poder temporal, ficando o espiritual em Roma, na pessoa do papa.

Depois de casar-se com Teodora, segundo alguns, uma atriz que concedia favores por alto preço, mulher caprichosa e de grande inteligência, embelezou a cidade, tornando-a digna de ser a mais bela da sua época, atraindo artistas e construtores geniais, que a transformaram uma verdadeira jóia, ampliando o poder da Igreja Romana, assim como a Ordoxa.

Infelizmente, no fastígio do poder, apaixonado pela mulher inteligente e astuta que com ele governava, muitas vezes pretendendo interferir no ditames religiosos, após terrível incidente, conforme narrado por cronistas da época, assinalando que, revoltada pelo orgulho que demonstravam as antigas companheiras de irregularidades morais, que a apontavam como triunfadora, apesar do passado injurioso, teria mandado matá-las, a fim de silenciá-las, provocando em toda parte revolta e ressentimento.

Em razão de ser parte do Cristianismo a reencarnação, comentava-se largamente que ela teria que voltar à Terra em situação calamitosa, afim de resgatar o hediondo crime contra suas irmãs de bordel, o que a afligia.

Teria pedido ao esposo angustiado, que na primeira oportunidade tomasse providências para retirar da religião, conforme escrito por Orígenes, na sua Doutrina de Princípios, a nobre tese dos renascimentos corporais.

O imperador Justiniano convocou no ano 553 o II Concílio de Constantinopla, ao qual se opôs o papa, sendo persuadido por forças militares e dolorosamente num ardil bem elaborado, uma comissão do mesmo conclave condenou as doutrinas de Orígenes como heréticas, nelas embutida a reencarnação. ‘

Que este texto , adaptado do livro Momentos de Sublimação de Divaldo Franco/ Viana de Carvalho, que adaptamos, sirva para uma reflexão sobre como um governante pode ser influenciado e tomar decisões absurdas como a de retirar do catolicismo a doutrina de reencarnação.

O império de Justiano, que teve a glória de um dia, se comparado à eternidade, entrou em decadência por volta do ano 548 com a morte de Teodora e em razão de uma peste que dizimou centenas de milhares de vidas, tendo ele permanecido no corpo físico ainda por cerca de 20 anos.

Já o imperialismo americano, certamente um dia acabará e o ideal é desapareça sutilmente, com a mudança de postura de suas lideranças, como o atual presidente, que precisa ter mais humildade. Todos nós, inclusive os poderosos, não escaparemos da reencarnação e a lei de causa e efeito, pela qual resgataremos todos ‘ pecados’.

Akino Maringá, colaborador