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Ricardo Barros pode voltar a comandar o ministério mais rico da Esplanada

Reapareceu a conversa de que Ricardo Barros pode voltar a ser ministro da Saúde. Há algum tempo, quando saiu a primeira notícia a respeito, o próprio parlamentar maringaense divulgou nota, que por sinal não desmentia a informação.

O jornal Estado de Minas publicou reportagem, no sábado, confirmando que está em andamento uma tentativa de fazer do deputado federal maringaense Ricardo Barros (PP) ministro da Saúde do governo Jair Bolsonaro.

Antes um crítico do presidente, tendo atuado contra o ministro e conterrâneo Sergio Moro ao relatar o projeto do abuso de autoridade, hoje Barros é um dos vice-líderes de Bolsonaro. Mas pode ter mais poder ainda, se voltar a se apropriar do Ministério da Saúde, de onde saiu sob uma série de críticas e ação de improbidade feita pelo Ministério Público Federal.

“No Ministério da Educação, por exemplo, há uma ala que trabalha com a possibilidade de o senador Izalci Lucas (PSDB-DF), vice-líder do governo no Senado, assumir o comando da pasta em uma eventual exoneração do titular, Abraham Weintraub, que, na quinta-feira, foi criticado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do DEM-RJ. Já o Ministério da Saúde, que detém o maior orçamento da Esplanada, de R$ 136,25 bilhões — segundo o Portal da Transparência —, é outro cobiçado numa eventual reforma ministerial. Alguns partidos tentam emplacar o nome do deputado Ricardo Barros (PP-PR) no lugar de Luiz Henrique Mandetta (DEM)”, conta a reportagem.

Barros foi ministro da Saúde do presidente Michel Temer, desincompatibilizou-se para disputar a reeleição e, reeleito deputado, coincidentemente ressurgiram os boatos de que queria reassumir o ministério no governo Bolsonaro. Até ser indicado vice-líder de Bolsonaro, o maringaense chegou a afirmar que “deputado pode demitir o presidente”, o que causou polêmica.

(Foto Erasmo Salomão/MS)

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