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A justiça é cega…

… mas algumas vezes não quer  mesmo ver.

A Justiça deve ser e dar exemplo para exigir vida exemplar dos cidadãos. Neste sentido, deveria trabalhar junto ao Congresso para alterar a Lei que permite a aposentaria compulsória de juízes corruptos sem lhe impor a perda da remuneração. Se não atua para mudar, se desmoraliza e na omissão parece dizer que o crime compensa. Justiça cega é uma coisa, mas Justiça que não quer ver é outra bem diferente.

Juízes, uni-vos. Sim, uni-vos para salvar-vos e salvar-nos.Uni-vos para o bem da classe e do País. Uni-vos em prol de sua integridade e da nossa.Uni-vos para defender-vos dos males que os circundam e a nós dos que nos rodeiam.Uni-vos de forma que entre vós não caiba o homem corrupto, menos ainda entre nós.
Enfim, uni-vos por vós, uni-vos por nós, uni-vos pelo Brasil.E unidos, levantai-vos como um Poder invencível para vencer quem contra vós se levanta e, consequentemente, contra nós.
Afinal, o Poder que julga os homens deve a si mesmo se julgar e, então, se o caso, condenar com pena à altura do crime cometido o transgressor.
Para tanto, uni-vos para mudar a Lei que, de forma estranha, pune o juiz criminoso (corrupto, por exemplo) com a perda da função, mas não com a perda da remuneração que, diga-se de passagem, deve ser assegurada tão-somente ao juiz íntegro.
Se estiverdes unidos podereis mudar a lei e, no processo de mudar, identificar os que são contrários à mudança por que querem contaminar o Poder. Se unidos estiverdes, unidos estaremos e, então, venceremos.

O texto é do meu amigo Lutero Pereira, que é advogado e assino  ao lado direito, abaixo, só acrescentando uma frase que escrevi há uns 15 anos. ‘A justiça tarda, e muitas vezes falha’. O título também é meu, com adaptações.

Akino Maringá, colaborador

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