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Oportunidade, oportuno, oportunismo

Penso que encontramos o título para uma série de postagens, tratando das consequências, males, mas também aprendizado que a pandemia do coronavírus pode nos deixar. Começamos falando de recursos para atender os prejudicados pelo isolamento social recomendado, com consequências econômicas incalculáveis.

Até 1986, no Plano Cruzado, o Banco do Brasil mantinha com o Tesouro Nacional um relacionamento de débito e crédito, uma conta corrente chamada conta movimento, que permitia atender toda a demanda de financiamento rural. Não havia limitação orçamentária, toda a demanda por financiamentos era atendida e o valor  que excedesse à capacidade do banco, debitado para o Tesouro Nacional. Lembro que havia subsídios para adubo, por exemplo e os clientes que não financiavam podiam ter até 60% dos gastos com compra desse insumo ressarcidos.  Aí surgiam os oportunistas, criminosos,  e o houve o grande escândalo do ‘adubo papel’.

O Banco do Brasil funcionava como se a instituição fosse uma autoridade monetária paralela, que tinha o poder de emitir moeda toda a vez que precisasse e o governo central assim o determinasse – para cumprir seus objetivos de política econômica, sem necessidade de permissão e à revelia do banco.

Agora, com a crise e a necessidade de se atender os atingidos pelas quarentenas, penso que  seria  oportuno recriar a conta movimento, obviamente com toda a fiscalização e estabelecimento de uma legislação criminal, pesada, para punir os que não perdem oportunidades de levar vantagens.

Seriam atendidos pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica, prioritariamente, mas os demais bancos poderiam participar. Seria oportuno a volta da conta movimento.

Akino Maringá, colaborador

(Foto: iStock)

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