Falou-se, justificando a realização da copa de 2014 e Olimpíada de 2016 no RJ, que os dois eventos deixariam obras, melhorias que ficariam para os brasileiros como um legado. Pelo que sabemos esses dois eventos deixaram a comprovação de superfaturamentos, corrupção e poucos benefícios para os contribuintes, que bancaram os custos.
Agora temos a pandemia de coronavírus e a construção hospitais, compra de respiradores, ampliação do número de UTIs, enfim um esforço de guerra para conter o corona, isto só falando da parte de saúde.
Na economia, percebemos que os trabalhadores e empreendedores informais estão totalmente desprotegidos e não suportariam a paralisação de atividades por muito tempo. Que legado a crise do corona pode deixar? Penso que para a saúde, ficarão os leitos de UTIs e não mais se admitirá que faltem para qualquer doente, seja na rede pública ou na rede privada. Estados e municípios terão obrigação de prover tais leitos, não importando a condição financeira do paciente.
Na economia, um grande esforço para a formalização de todos os trabalhadores e empreendedores informais, através da simplificação, ainda maior do MEI. Campanhas de conscientização que ninguém, nenhum trabalhador, produtor,empreendedor, seja o nome que se queira dar, fique margem do sistema. Todos têm obrigação de se registrarem. O estado criaria meios e um fundo para proteção de todos, com manutenção da renda, para sobrevivência em caso de desastres pandemias, como a que se desenha, ou mesmo quando por, situações particulares, não possam trabalhar.
E de onde viriam os recursos? Primeiro, combate exaustivo à corrupção. Redução da máquina do estado, com diminuição de números de deputados, senadores, vices (vices-prefeitos, governadores e presidente, teriam que ter funções, não serem meros substitutos). Fim dos assessores só cabos eleitorais. Menos ida a Brasília e capitais, para deputados e senadores, que trabalhariam sediados em suas base, votando em sessões virtuais. Fim das viagens, praticamente, de turismo, como a da última caravana de Bolsonaro aos EUA( quantos eram, se 23 foram infectados)?. Quantos realmente tinham o que fazer? E os deputados e senadores que viajam em ‘missões’? Que missões? Fim dos cotões, dos gastos com combustível, que na prática são , em grande parte notas fiscais, que nem sempre…. Menos Brasília, menos políticos e benefiários diretos e indiretos da estrutura política absorvedora de recursos, sem resultado prático para contribuinte.
Assim e com contribuição dos que podem pagar mais (os ricos), sem roubos, podemos ter um legado efetivo, positivo, ao fim de crise. Penso assim, mas precisamos agir junto aos que fazem às leis. Unamo-nos!
Akino Maringá, colaborador
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