Bolsonaro oscila entre o ‘coff, coff’ e o ‘glub, glub’

Por Josias de Souza:

Jair Bolsonaro deixou de ser imprevisível. Tornou-se um presidente tristemente previsível. Empenhado em entregar ao Brasil o pior de si, consolida-se como uma dupla ameaça. Põe em risco a saúde pública. E desafia a democracia às escâncaras.

A exemplo do que fizera em 15 de março, Bolsonaro voltou a ornamentar com a sua presença uma aglomeração sanitariamente imprudente e politicamente inconsequente. Dessa vez, ele discursou.

De toda a fala de Bolsonaro, os únicos trechos que continham novidade genuína foram aqueles em que o presidente soou onomatopeico: “Coff, coff, coff…!”

O capitão tossiu uma vez, duas, três, quatro, cinco vezes. Tosse seca, do tipo que inferniza vítimas do coronavírus. Por sorte, Bolsonaro já se submeteu a exames um par de vezes.

Bem verdade que o presidente não exibiu os testes. O Planalto recusou-se a divulgá-los mesmo quando requisitados com base na Lei de Acesso à Informação. Mas Bolsonaro jura não ter sido infectado. Quem ousaria suspeitar? Leia na íntegra.

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