Estudando em grupo o ESE, abrimos nesta página:
‘O que escandalizar porém, a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de atafona (engenho de moer grão, manual ou tocado por bestas), e o lançasse no fundo do mar. Ai do mundo por causa dos escândalos. Porque é necessário que sucedam escândalos, mas ai daquele homem por quem vem o escândalo. Ora, se a tua mão, ou o teu pé, te escandaliza, corta-o e lança fora de ti. Melhor te é entrar na vida manco ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, ser lançado no fogo eterno. E se o teu olho te escandaliza, tira-o, e lança-o fora de ti. Melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois, ser lançado no fogo do inferno. Vê, não desprezes algum destes pequeninos, porque eu te declaro que os seus anjos no céu, incessantemente, estão vendo a face de meu Pai, que está nos céus. Porque o Filho do Homem veio a salvar o que havia perecido. (Mateus XVIII:6-11)
Muitas e muitas vezes, Jesus usou de expressões fortes e rigorosas nos seus ensinos. Lembremo-nos sempre de que ele nada escreveu, sua intenção era deixar na mente dos que o ouviam, suas lições, mesmo se não os compreendessem bem, naquele momento.
Confiou nos seus discípulos, não só nos que o acompanharam, mas nos que o ouviam e aceitavam, para a divulgação do aprendido.
Usava, pois, de expressões usuais, para que fixassem o que ouviam, tais como pendurar a mó no pescoço e ser lançado ao mar, fogo eterno, fogo do inferno, apenas para que suas metáforas ajudassem na fixação das lições que, pretendia ele, fossem divulgadas por toda a humanidade.
O espiritismo explica que punição eterna contraria o amor e a justiça de Deus. Entende-se inferno, fogo do inferno, como sendo o sofrimento causado pelas infringências às leis divinas, pelo remorso dos erros cometidos, que pode ser extremamente doloroso, conforme os requintes de maldade com que essas faltas foram perpetradas, mas, sempre sofrimento provisório, levando o Espírito a querer libertar-se, passando a querer redimir-se, seja a que preço for.
Kardec explica nesse texto que, no sentido evangélico, a palavra escândalo tem um sentido mais amplo, não sendo apenas “o que choca a consciência alheia, mas tudo o que resulta dos vícios e das imperfeições humanas, todas as más ações de indivíduo para indivíduo, com ou sem repercussões. O escândalo, nesse caso, é o resultado efetivo do mal moral.” (…)
Falando em escândalos nos dias atuais lembrei do governo Bolsonaro. Quantos escândalos ocorreram? Há quem diga que não houve nenhum de corrupção, mas se analisarmos com cuidado, o primeiro escândalo ocorreu antes da posse e comprometeu o governo definitivamente. Falo da descoberta do Coaf, ainda no governo Temer, do caso da movimentação atípica nas contas do Queiroz e do Flávio Bolsonaro. Ali acabou toda vontade de combater a corrupção. Se tivesse cortado na carne, exigido que o Filho confessasse, que Queróz entregasse, doesse a quem doesse, tudo poderia ser diferente. Sérgio Moro perdeu o Coaf. Começou a obsessão por controlar a PF, e para completar os ciúmes do Carlos acabarão com os poucos amigos verdadeiros, como o Bebianno. O governo eleito, acabou antes de começar, pois, após o primeiro escândalo, o sentimento de pai falou mais alto. Quero crer que o presidente até tinha boa intenção.