A pandemia da covid-19 fez despertar em muitos de nós, que ainda não tínhamos nos conscientizado, a certeza que nossa presença, em vida, como se diz, é de uma incerteza muito maior que podemos imaginar. Quem garante que não estaremos entre as vítimas do coronavírus, amanhã e sejamos uma das vítimas (quantas?) no Brasil?
Não importa se estejamos no chamado grupo de risco. Todos somos, potencialmente, grupo de risco e podemos ir parar num hospital, e morrer (desencarnar, como apreendemos nós, os espíritas).
E será que estamos preparados? A propósito, reflitamos sobre o texto a seguir:
Ao se acidentar gravemente e permanecer por meses em coma no hospital, o espírito de um jovem vai a uma sessão mediúnica e envia recado para sua ex-esposa.
Na mensagem ele diz:
“É com muito esforço que aqui venho para fazer um pedido. Peço que conversem com a mãe da minha filha e digam a ela para vir onde me encontro, pois preciso pedir desculpas pelos acontecimentos que provocaram nossa separação.
Queria ter falado muitas coisas, que fui deixando para depois, analisando fatos e criando coragem para um diálogo. Mas agora me encontro impossibilitado de dizer qualquer palavra audível, e preciso do seu perdão para que minha consciência fique em paz.
Ela é a mãe da nossa filha, que foi gerada com muito amor. Sei que sentirei sua presença junto a mim, assim como percebo a daqueles que me cercam com muito carinho. Sua presença será para mim a confirmação do seu perdão.
Agradeço pelo auxílio.” Assinado (o nome do espírito)
Na sessão seguinte, o grupo mediúnico solicitou à equipe espiritual orientação sobre a mensagem. Ela havia sido recebida em decorrência de um pedido de assistência, vindo por uma senhora, dizendo ser ele amigo de sua família.
A mensagem teve sua origem confirmada, sendo o grupo informado de que o jovem teve a ajuda do seu anjo guardião e de seu avô, que o levaram onde pudesse se socorrer, uma vez que o assunto era de grande preocupação para ele e lhe causava perturbação.
Percebendo que o estado de seu corpo físico era precário, ele quis reparar suas faltas enquanto era tempo.
Atendendo ao pedido feito, a senhora procurou a mãe da menina, leu para ela a mensagem. O convite para ir até o hospital onde estava o pai da sua filha foi aceito. Ao vê-la, o jovem, em espírito, talvez quisesse dizer tantas coisas, pedir perdão, relembrar os momentos bons que passaram juntos, solicitar que cuidasse bem da filha amada. Mas as palavras audíveis aos ouvidos físicos não lhe eram mais possíveis.
Então um efeito do sentimento sincero se fez notar nas faces daquelas duas almas, em forma de lágrimas… A antiga companheira entendeu, tocou com carinho a mão do enfermo, e encerrou-se assim aquela conversa silenciosa, mas talvez mais convincente do que mil palavras, das quais o coração não participasse.
Que possamos pensar no quanto somos frágeis e que precisamos vencer o
orgulho a vaidade para perdoarmos e pedirmos perdão, ainda que por
pensamento, buscando a reconciliação até com os que nos consideram ou
que consideramos inimigos.
A vida é eterna, mas a atual existência no corpo físico é muito curta para
que fiquemos com picuinhas
(Foto: Correio.news)
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