Centrão deve ganhar liderança do governo

Irritado com traições do PSL, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu aumentar o espaço do centrão no Poder Executivo e considera entregar mais cargos de primeiro escalão ao bloco partidário. A informação é de Gustavo Urib e Julia Chaib, na Folha de S. Paulo.

Ontem à noite, o Planalto pediu a dispensa da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) da vice-liderança do governo no Congresso. Ela foi um votos contrários ao Fundeb.

A disposição do presidente é dar a liderança do governo e o Ministério da Saúde ao centrão. O maringaense Ricardo Barros é citado cinco vezes na reportagem do jornal.

Contrariado, o presidente avalia acomodar Vitor Hugo, aliado de primeira hora, em uma autarquia federal e nomear o deputado Ricardo Barros (PP) como líder do governo. A expectativa é de que a troca seja feita no início de agosto.

“A avaliação de parlamentares de siglas do centrão, como PP, Republicanos e PL, é que o líder nunca foi bom de articulação política, mas vem melhorando. Esses congressistas apontam ainda que, caso Barros assuma a liderança do governo, o líder do PP, Arthur Lira (AL), pode perder a liderança efetiva sobre a bancada.

Se for escalado um congressista com mais anos de casa e algum protagonismo político, a liderança desses outros parlamentares pode ficar em xeque.

Além disso, avaliam que Barros não tem bom trânsito na Câmara. A articulação para tirar Vitor Hugo tem o respaldo também de outros integrantes da equipe ministerial”. Leia mais.

(Foto: Clauber Cleber Caetano)