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Educação no lar e na escola

As recentes discussões em torno da aprovação do Fundeb, trouxeram mais uma vez o debate em torno da importância da educação formal, nas escolas, para que o Brasil seja realmente um país grande, desenvolvido, que possa ser considerado de primeiro mundo.

O descaso do governo ficou evidente, e só aos 45 do segundo tempo é que realmente entrou no debate e mais para tentar emplacar uma forma de assistencialismo, do que propriamente demonstrar preocupação com a formação de crianças, jovens, e adultos, que não tiveram, ainda, acesso à educação via bancos escolares. Felizmente prevaleceu o ‘bom senso’, o executivo teve que ceder.

Muitos consideram que a educação é papel da família, sobretudo dos pais, que nem sempre estão preparados, e em muitos lares não há ambiente para tal, sobretudo em função da violência. Vejamos um texto para refletirmos:

‘Cada dia a violência torna-se mais constante e perversa, atingindo índices insuportáveis. Todo o sentido ético da existência humana vem desaparecendo para dar lugar à agressividade, ao desrespeito aos códigos do dever e do respeito que nos devemos todos uns aos outros.
As estatísticas sobre o comportamento primitivo são alarmantes, inclusive, na intimidade doméstica, na qual não vigem a consideração nem a compreensão entre pais e filhos, irmãos e demais membros da família.

Nas escolas confundem-se as más condutas de alguns mestres despreparados para o mister assim como de alunos deseducados e cínicos que se agridem reciprocamente, assim como aos professores, especialmente femininos.

Sem dúvida, vivemos momentos muito graves na infeliz civilização dos nossos dias, nos quais, o amor e a honra perderam o significado, estimulando os valores insensatos do aventureirismo.

Há uma necessidade urgente de reorganizar-se o lar, de voltar-se para os costumes retos e as famílias equilibradas, reconstruindo-se o ninho doméstico e tornando-o essencial para uma existência feliz. Narra-se que oportunamente o jovem Edison entregou à genitora uma carta que o seu professor encaminhara-lhe.

Indagada sobre o conteúdo ela explicou ao filho que se tratava de uma informação na qual o professor explicava-lhe ser necessário que ela mesma educasse e instruísse o filho, por ser ele portador de inteligência brilhante e de muitos valores morais que necessitavam ser trabalhados.

Edison, o criador da lâmpada elétrica entre outros notáveis descobrimentos, sensibilizou o mundo e o deslumbrou com as suas conquistas.

Após a desencarnação da mãezinha dispôs-se a arrumar papéis e outros objetos, havendo reencontrado a carta em uma gaveta. Abriu-a e leu-a. Tomado de surpresa, constatou que a carta dizia exatamente o contrário do que a sua mãe lera: – Seu filho é um doente mental e não têm condições de frequentar a escola. Assim cancelamos sua matrícula.

A nobreza dessa senhora incomum transformara o diamante bruto em estrela luminosa que encanta o mundo até hoje. Ninguém mais nem melhor do que os pais para serem os primeiros educadores, porque o lar é a primeira escola, no qual se corrigem as heranças morais negativas, as tendências nefastas, as paixões primitivas e mediante os exemplos de amor e de treinamento para o bem são desenvolvidos os sentimentos morais que jazem adormecidos.

O ser humano está fadado a conquistar as estrelas, mas necessita muito antes de autoiluminar-se, conhecendo as imensas possibilidades espirituais e morais que lhe jazem adormecidas no imo do ser.

Na convivência doméstica caldeiam-se as paixões que se transformam em fontes de bençãos e de plenitude.

Com o texto, adaptado de artigo de Divaldo Franco, publicado no Jornal a Tarde, de Salvador, queremos refletir sobre o papel de lares e escolas na educação. Enquanto pais derem, na maioria das vezes, razão aos filhos, perante professores, não teremos uma educação de qualidade. Sou do tempo em que respeito aos pais e professores era uma regra que jamais poderia ser quebrada. Hoje vemos exemplos de filhos, como os presidente, que causam tantos problemas aos pais, provavelmente por esses não terem sabido educá-los. Cuidemos dos nossos filhos, netos, sobrinhos e o futuro será melhor para todos.

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