Vice-líderes de Bolsonaro apoiaram CPI contra a Lava Jato

Para ser líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, o maringaense Ricardo Barros (PP) apoia a criação da CPMF com um novo nome e assina a CPI contra a Lava Jato, que está pronta para ser instalada na Câmara Federal.

Ele é um dos dois vice-líderes do governo no Congresso Nacional que estão entre os 176 deputados que assinaram a criação da CPI, que visa impedir a possível candidatura do ex-ministro Sergio Moro, também de Maringá. Barros, recorde-se, afirmou em tom de ameaça que é deputado quem demite presidente da República, declaração que lhe fez ganhar uma vice-liderança.

O outro vice-líder que assinou a CPI é Claudio Cajado, do PP da Bahia, que apoiou Fernando Haddad a presidente (veja os detalhes aqui).

Na semana passada, lembra o site O Antagonista, Jair Bolsonaro tirou a deputada Bia Kicis (PSL), sua fiel escudeira, da função de vice-líder do governo no Congresso, em razão de ela ter votado contra a PEC do Fundeb.

Por coerência, o presidente da República vai punir Claudio Cajado e Ricardo Barros ou o apoio à CPI contra a Lava Jato não fere orientação do governo?

Não bastassem os moristas, agora os bolsonaristas são confrontados com a realidade: o governo é do centrão e pronto acabou. Bolsonaro nunca foi diferente do resto, é tão pior como seus aliados.