Sobre o ensino a distância

Estamos necessitando de uma perspectiva pedagógica e política otimista, olhando para o futuro, diante do imenso desafio de continuarmos atuando como educadores e estudantes em um mundo que passa por uma profunda crise em todas as dimensões.
Mesmo com uma análise pessimista da situação em que vivemos, temos que buscar a radicalidade na prática e não sucumbirmos ao pessimismo e a uma crítica apocalíptica que não aponta caminhos, e que tem levado desmotivação para muitos estudantes e professores.
Penso que o discurso da crítica tem que ser combinado com o discurso da possibilidade.
É óbvio que a questão mais urgente é mantermos a nossa saúde física e psicológica neste momento.
Ao mesmo tempo, apesar de tudo o que está ocorrendo, temos que criar condições mínimas, mesmo que inadequadas, como sempre foi feito na história da educação no mundo todo, seja embaixo de uma árvore, em volta de uma fogueira, em um salão comunitário de um movimento social, em uma sala de aula ou diante de um computador para que os estudantes estudem, os educadores eduquem e os pesquisadores pesquisem.
E isso pode ocorrer não importa se utilizamos como suporte um papiro, giz e lousa, um livro ou um software de última geração.
Essa deve ser a nossa primeira contribuição para a educação e para a sociedade no atual contexto.
(*) Walter Praxedes é sociólogo, professor do Departamento de Ciências Sociais da UEM
(Foto: August de Richelieu)
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