Prêmio não contempla livro sobre o rádio maringaense

Infelizmente, a Secretaria de Cultura de Maringá, que coordena o Prêmio Aniceto Matti, não contemplou o projeto para publicar meu livro sobre a história do rádio maringaense, englobando os anos 1950, 1960 e 1970.
Foram cinco anos de pesquisas em livros, jornais, revistas, sites, blogs e 52 entrevistas com ícones do rádio de Maringá. Alguns já morreram, caso de Nhô Quinca, Lenço Verde e Zotinho; outros são idosos, por exemplo: João Pereira (foto), 88 anos, Orlando Manin, 81, Nhô Juca, 96, e Maestro Itapuã, 81, que estavam à espera do livro.
De minha parte, fiz o possível para ver o livro publicado. Gostaria de lançá-lo com uma homenagem a Tião Carreiro (por meio de seus familiares) e ao duo As Galvão. Ele criou o “pagode de viola” numa sala aos fundos da Rádio Cultura de Maringá; elas foram contratadas desta emissora e, na adolescência, moraram por um ano na cidade. Tentei obter apoio para lançamento e realização do evento, mas não consegui.
Quanto ao livro, não pretendo mais publicá-lo. Nem mais escrever sobre a história de Maringá. Cansei! É um desabafo mesmo. Pretendo trabalhar com outros projetos, quiçá em outras regiões. Não faço julgamentos ou críticas. No entanto, entendo que é meu dever dar satisfação aos 52 entrevistados para o projeto do livro, aos familiares daqueles que morreram após as entrevistas e àqueles que acompanham e incentivam meu trabalho.
(Na foto, eu entrevistando o radialista João Pereira, um dos ícones do rádio maringaense)