Bem-vindo dom Severino

Damos as boas-vindas do novo arcebispo de Maringá, dom Severino Clasen com quem tivemos, via TV, no Pan News, o primeiro contato hoje, causando-nos boa impressão.
Bem à vontade, bem humorado, respondeu a tudo que lhe foi perguntado (menos o time para o qual torce, mas o ‘Carioca habilidosamente descobriu’).
Falando em habilidosamente, mas firme, assim podemos classificar a resposta a uma pergunta de Josué Endo, que foi quase capciosa, no bom sentido naturalmente. Na própria pergunta o comentarista falou que o arcebispo foi vítima de fake news, quando era bispo em Caçador, e numa pesquisa na internet encontramos, outubro de 2018, dom Severino Clasen foi assunto em Caçador, Santa Catarina, onde é bispo. Uma fala durante uma missa foi repercutida porque teria tido cunho político, dando a entender que ele favorecia o então candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad. A igreja católica, na ocasião, disse que isso era boato e que, na verdade, ele falava sobre a importância de o cristão ser solidário.
Segundo ele, a sociedade precisa ter liberdade de expressão, mas os padres não podem se manifestar publicamente a posição política e sim denunciar as injustiças. O caminho é Jesus Cristo, disse.
Minha conclusão é que bispos, padres e até o papa, como cidadãos têm posições e não podem se omitir, cuidando apenas do lado ‘espiritual do rebanho’. Pastores podem tudo, e temos aí o exemplo do Pastor Everaldo que batizou Bolsonaro nas águas do Rio Jordão e os membros da cúpula da Igreja Católica não podem falar nada? .
Gostei muito das respostas, principalmente às considerações feitas pelo Josué. Dom Severino tem tudo para fazer uma grande gestão à frente da igreja católica e falo com a tranquilidade de quem é Espírita., e também já fui vítima, preconceituosamente, pelo fato de me posicionar politicamente, achincalhado por um então vereador, hoje deputado estadual. Recentemente Divaldo Pereira Franco, grande orador e uma das lideranças do Espiritismo, também o foi e por aparentemente defender Bolsonaro (isso quando ele ainda podia ser defendido).
Seja bem vindo, Dom Severino, reitero. Qualquer dia, quem sabe tomemos um café.
(Foto: Arquidiocese de Maringá)
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