Há quem diga que discurso político não dá voto. Dá, sim! Depende do discurso. Se bem feito produz empatia com o eleitor. Tem candidatos que até falam bem, com desembaraço, mas apresentam pouco conteúdo. Não são incisivos em determinados assuntos.
Na minha dissertação de mestrado, concluído na UEL, estudei bastante os discursos midiáticos e políticos. Detalhes num discurso político fazem diferença. Por exemplo, se falar sobre pavimentação urbana, no caso de um candidato a prefeito ou a vereador (de oposição), fale de um trecho de rua ou estrada rural que precise de reparos. Cite o nome de alguém que more naquela comunidade (que você conheça e tenha se falado). As pessoas gostam de ser lembradas.
Um dia fui entrevistar Paulo Maluf, em 1992, em Londrina. Eu era repórter da Rádio Jandaia. Ele chegou à entrevista coletiva e chamou alguns repórteres pelo nome. Eu entre eles. Pasmei.
Como ele sabia meu nome? Depois soube que a assessoria do político paulistano ligara na rádio e pedira o nome de quem iria à coletiva. Citei Maluf casualmente. Falo do político. De suas estratégias de comunicação. Não de seus feitos na vida pública.
Candidato a prefeito e a vereador, cuide-se do seu discurso. Não precisa ser um laudatório. Qualquer manifestação de fala é discurso. Transmita conteúdos que interessem aos eleitores. Não seja um “candidato bexiga”. Que são vistosas e coloridas ao balançarem no ar, mas são vazias no interior.
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(Foto: Vijay Sadasivuni)