Há 100 anos
Hoje, 13 de outubro de 2020, Américo Dias Ferraz completaria 100 anos de idade.
Nascido em Guiricema, na Zona da Mata Mineira, então distrito do município de Visconde do Rio Branco (MG), ainda menino Américo migrou com a família para Presidente Bernardes (SP). Foi lá que em 1943 se casou com Maria Doná, paulista de Itapira e sobrinha do pioneiro maringaense Antonio Carniel que havia migrado para Maringá um ano antes.
Em 1948, Américo migrou para Maringá com sua família. Em pouco tempo tornou-se comerciante do ramo de cereais. Com o comércio de café transformou-se em um importante empresário fundando a Cafeeira Santa Luzia e a Máquina Ouro Verde com sede no Maringá Velho e filial na capital paulista.
Já rico Américo fundou em 1953 o luxuoso e sofisticado Bar Colúmbia, ponto de encontro dos homens de negócios e da alta sociedade maringaense. Localizado na Avenida Getúlio Vargas, o prédio foi projetado pelo engenheiro civil Carlos Alcântara Rosa.
Em 1956, Américo candidatou-se a prefeito de Maringá pelo Partido Social Progressista – PSP. Obteve 4.200 votos vencendo com sobras os demais candidatos: Haroldo Leon Peres (2.844 votos); José Gerardo Braga (2.640 votos); Ângelo Planas (1.648 votos) e Octávio Periotto (305 votos). Foi eleito o 2º prefeito de Maringá cuja gestão estendeu-se de 15/12/1956 a 14/12/1960.
No final de 1960, após um final de mandato conturbado e com sérias dificuldades financeiras, Américo mudou-se para a capital paulista, onde sua esposa e filhas já residiam desde 1957.
Em 1962 Américo fundou uma concessionária de veículos da marca Simca em Santo Amaro (SP). Ainda naquele ano, no dia 24/07, após um desentendimento comercial assassinou o francês Renè Jean Roig, diretor de vendas da empresa.
Preso foi conduzido à cadeia de São Bernardo do Campo. Depois de condenado a 14 anos de prisão, foi transferido para uma penitenciária em Bauru. Por bom comportamento sua pena foi reduzida para dez anos, dos quais ele cumpriu cinco e foi libertado em 26/08/1967.
Logo em seguida voltou a Maringá, onde fez alguns negócios. Depois, mudou-se para Campo Grande (MS), onde abriu um restaurante e manteve fazendas.
Américo Dias Ferraz morreu em 15 de janeiro de 1983 em Campo Grande (MS). Seu corpo foi transladado para Maringá onde foi sepultado na ala destinada aos prefeitos, no Cemitério Municipal.
Esta história e muito mais sobre a vida desta figura lendária de Maringá pode ser conferida no ótimo livro “A saga do Caboclo Violeiro”, dos escritores Dirceu Herrero Gomes e Donizete Oliveira, lançado dia 26.
(Imagem: quadro pintado a óleo exposto na Galeria de Prefeitos do Teatro Calil Haddad)
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