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Morre Gabriel Neves Caleffi

O corpo do engenheiro agrônomo Gabriel Neves Caleffi, falecido hoje aos 94 anos, será sepultado amanhã às 10h no Cemitério Parque de Maringá. Figura importante da história do café na região, ele foi funcionário do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC) e comandou a assembleia de fundação da Cooperativa de Cafeicultores de Mandaguari, em 1962, da qual foi vice-presidente.

“Avaliador de terras no Estado de São Paulo, de onde veio, Gabriel Neves Caleffi, após algumas decepções de perdas na safra por causa de geada, acabou tornando-se avaliador de terras da agência do Banco do Brasil de Mandaguari-PR. Sendo um dos únicos agrônomos atuantes da região, ele pôde iniciar contato com muita gente ligada ao ramo do café em Mandaguari e região. Graças aos seus conhecimentos com a terra e com o cultivo de café, foi em 1958 que surgiu a oportunidade para Caleffi de trabalhar no IBC – órgão federal de grande prestígio, em uma filial recém implantada em Mandaguari. Com isso, a região passou a ser reconhecida com mais respeito e como potencial produtora de café”, diz trecho do livro “Do ouro verde ao ano dourado – meio século de história”, lançado em 2012.

O atual presidente, Vilmar Sebold, lamentou a perda. “Infelizmente temos hoje uma notícia muito triste para a Cocari, assim como também muito triste para a família do Dr. Gabriel Neves Caleffi, que tem uma história construída junto à cooperativa, pois foi um dos grandes idealizadores da Cocari. À época, atuava no Banco do Brasil e foi fundamental a sua participação, inclusive na Assembleia de constituição da cooperativa, tanto que, por reconhecimento, ele é o associado número 1 e foi eleito vice-presidente da Cocari naquele momento, em 7 de fevereiro de 1962, e o Dr. Oripes [Rodrigues Goms], que foi o primeiro presidente eleito da Cocari, foi o associado número 2”, contou.

Gabriel Neves Caleffi estava hospitalizado desde sábado, com problemas renais, agravados pela covid-19. Ele residia na região da AABB e sua família abria a casa à comunidade. Todo dia 29 a família ofereciam nhoque para comemorar o dia do Santo Pantaleão, uma tradição católica.

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