Salários na Prefeitura e Câmara

O Jornal do Povo, do qual sou leitor assíduo e recomendo, trouxe na edição de sábado matéria destacando os salários de cargos comissionados na prefeitura de Maringá, que vão de R$ 3,6 a R$ 14 mil.
Por curiosidade fui a Portal da Transparência da Câmara, dar uma olhada na situação atual de cargos comissionados, que no passado passava de 200, salvo engano e apurei que em 31 de dezembro eram 81 servidores efetivos, e podemos considerar mais 60 assessores de vereadores e na Mesa Diretora, outros cargos, como diretor Geral, diretor Legislativo, diretor Administrativo, chefe de Comunicação, procurador jurídico, chefe de Gabinete da Presidência, e até da 1ª Secretaria, ou seja, mais 7 comissionados, com salários variando de R$ 9.361,78 a 14.543,37.
Belos salários, considerando que a carga horário é de apenas 30 horas semanais, mas o chamou a atenção, ainda mais foram os salários de dois servidores efetivos, que analisei: Um motorista com 31 anos de serviço tem entre vencimentos e vantagens uma remuneração bruta de R$ 11.471,67 e recebeu líquidos, na última folha normal, R$ 8..549,22. Quantas horas trabalhou? Sua carga horária é oficial é de 30 semanais?
Já um contador, com 10 anos de admissão, recebeu brutos R$ 20.935,03, líquidos R$ 16.036,90, por carga horária de 30 horas semanais. Belos salários, bem acima da iniciativa privada. Mas as grandes distorções são nos cargos.efetivos: zelador, vígia, operador de computador, que tem salários e vantagens de R$ 17.478,22. Tudo legal , não se pode contestar, mas em relação à iniciativa privada e se considerarmos o ano atípico, onde muitos ficaram sem renda, podemos dizer que os servidores são privilegiados.
Pensei, pensei e me perguntei: E se a Câmara fosse uma empresa privada, quantos funcionários teria e quais salários seriam pagos? É momento de repensar a substituição de cada um servidor que se aposentar. O ideal, necessário, urgente, é não substituir, pois a continuar neste ritmo vai estourar. Lembrando que os atuais servidores têm direito adquirido e se aposentam, salvo engano com salário quase integral. Assim, na medida da aposentadoria dos atuais, falecimentos, pedidos de demissão ( duvido que alguém peça), não admitir substitutos.
O mesmo vale para a prefeitura. Terceirizar o máximo (fui contra no passado), pois o contribuinte não conseguirá bancar. Não podemos esquecer do estado e da união. Vai estourar um dia. Quando? Não sabemos, mas é preciso fazer algo logo. Se eu fosse servidor, já com direitos adquiridos defenderia isso, até para poder receber sua aposentadoria. Reforma administrativa é urgente, necessária.
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