A morte de Jesus Soares Martins

Conheci o Jesus Soares Martins em 1969, quando vim para Mandaguaçu. Era professor estadual e, se a memória não me trai, trabalhou na Usina Santa Terezinha. Depois formou-se em direito e há muitos anos atuava, com escritório no Edifício Três Marias. Meu vizinho de prédio, encontrávamos caminhando no Parque do Ingá e era sempre um papo muito agradável.

Teve um problema de saúde há cerca de 1 ano e de lá para cá vinha  debilitado. A última vez que o encontrei foi no dia da eleição e perguntei como estava, respondeu que não estava bem. Mas andava sozinho, embora lentamente e sua aparência não era de alguém muito mal de saúde.

Um ‘baita de um sujeito’, diria um amigo. Jesus voltou, poderia ser a frase de algum religioso. Voltou ao Plano Espiritual, digo, eu, porque o corpo físico, que lhe serviu de manifestação na Terra, perdeu as condições de ser o veículo da Alma.

O título é uma forma jornalística de dar a notícia, penso. Jesus Soares Martins, que apesar do sobrenome não era meu parente, não morreu, porque a Alma é eterna.

Que siga em paz, meu amigo, e se adapte rapidamente à nova existência. A existência física ficará eternizada na nossa homenagem.