O sol gira, girassol

Estivemos hoje na famosa plantação de girassol, que virou uma verdadeira ‘atração turística’, ou um ponto de visitação dos maringaenses, confirmando o que pensava, que além de um retorno financeiro, provavelmente, em uma área que está sem utilização, trata-se de marketing para divulgar um famoso empreendimento imobiliário, que teima em não sair do papel, desde 2011, o Eurogarden.

Desde a sua concepção em 2011, quando foi anunciado pelo então prefeito Silvio Barros II, com parte do novo Centro Cívico, o Eurogarden é alvo de polêmica e passados 10 anos não saiu do papel, salvo engano.

Uma amiga, leitora assídua, nos questionou, escrevendo: ‘O conceito desse projeto é a construção de uma cidade dentro da cidade. Vai ser uma cidade para deixar Dubai no chinelo. Vai abrigar os ricaços e donos da cidade. Estão cobrindo de flores, inclusive a área de girassóis, para encobrir a lama. São 25 alqueires da área do antigo aeroporto. Alguém sabe como essa área foi vendida, cedida…. era uma área do Estado do Paraná. Por favor, alguém pode esclarecer?

Do site do Frank Silva, que deixou o Mundo Físico ano ano passado, cita  a leitora, extraimos: ‘O Eurogarden, um bairro com concepção futurista que será implantado nos terrenos do antigo aeroporto, na extensão da Avenida Brasil, em Maringá, começará a sair do papel até o final do ano que vem. Inicialmente, serão erguidas duas torres, uma residencial e outra comercial, com até 35 andares cada. A informação é do coordenador do projeto, o empresário Jefferson Nogaroli. Antes disso, porém, já começam a ser feitas as obras de infraestrutura, entre as quais o prolongamento da Avenida Brasil a partir da Avenida Gastão Vidigal.(…), a área privativa total do Eurogarden é de 583 mil metros (…)

E completo eu (Akino): Torço pelo sucesso do empreendimento, mas tenho uma certa dúvida, considerando a experiência de dois outros, para alto padrão, o Alphaville e o Monet, que ainda ‘não decolaram’, temo que algo semelhante possa acontecer.  Quantos aos questionamentos da minha amiga leitora, de fato se a área era pública, a opção por um empreendimento popular não seria a melhor? Quantos apartamentos do tipo ‘minha casa minha vida’, feitos em Floriano e Iguatemi, não poderiam ser feitos e com garantia absoluta de ocupação?  Poderia se fazer até algo misto com parte apartamentos bem populares e outras casas ou apartamentos para um nível de renda  maior.

Se o sol nasce para todos, quem sabe ainda gira e possa beneficiar ‘os menos ricos’, que talvez gerassem tantos benefícios quanto os muito ricos que será o público do Eurogarden. Hoje, vendo a pessoas que visitam o local, e eram muitas, notei que nenhuma, aparentemente poderia comprar um lote e construir ali, nas as opções que levantamos, muitas.