O Brasil ‘ De Lira ‘

A propósito da PEC da impunidade, defendida e bancada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, o advogado Lutero Pereira, postou um texto com o título: ‘O Brasil De Lira, delira, que reproduzo e comento: ‘Quando a Lei se adapta à conduta do parlamentar e não a conduta do parlamentar à Lei, o estado de direito entrou em alucinação. Sob a condução de Lira, o novo presidente da Câmara, o Brasil delira. Vem aí PEC para dar mais imunidade ao parlamentar.’

De fato, digo eu (Akino), é delirante que se tente votar, sem qualquer preocupação com os trâmites legais, pulando etapas que tradicionalmente fazem com as PECs se arrastem por longos meses, uma alteração na constituição para beneficiar parlamentares criminosos, evitando que sejam presos e condenados.

Quem não deve não teme, diz o ditado popular. Parlamentares não devem votar em assuntos de seus interesses, é uma regra. Como assim?

Se essa PEC for aprovada assim, só pela ‘agilidade’, rapidez, urgência, sem considerar o absurdo do conteúdo, Câmara e Senado, ficarão obrigados a fazerem o mesmo em relação a todas as reformas que tramitam por longos períodos. E sugiro algumas: Vamos votar a possibilidade de prisão para condenados em segunda instância. Acabar com o foro privilegiado. Mandato de 10 anos e mudança da forma de escolha de Ministros e membros de todos os tribunais, que só poderão ser juízes de carreira. Fim das ‘ condenações’ à aposentadoria, de juízes criminosos, corruptos. Fim dos recessos absurdos, além dos trinta dias de férias de todos os brasileiros, para membros de judiciário e legislativo. Fim das reeleições indefinidas no legislativo, com proibição de parentes se candidatarem. E muito mais, teríamos uma série de medidas urgentes , mas esses delirantes (a vontade é dizer muito mais, mas eu posso ser preso), não votam.

Cambada ! Hão de arder no mármore do inferno! (os de túmulos de mármore, muito mais). Vão se arrepender até o último fio de cabelo quando depois de uma temporada do umbral, num verdadeiro inferno, voltarem para reencarnações dolorosas. Não é possível que em vez de Deus, o Diabo comande o Brasil.