Médico político ou político médico?

Assisti a entrevista do Dr. Heine Macieira (não Heineken, Luiz Neto, por sinal da melhor sem álcool que tomei até hoje). concedida a  Fernando Betetti e pude notar que além do bom médico, com 44 anos de experiência, só em Maringá, ele lembrou o vereador, líder do então prefeito, Sílvio Barros II, que acumulava o cargo de 1º secretário, na gestão John.

Polêmico, sem papas na língua, em alguns momentos Betetti, precisou interrompê-lo deixando claro que era a opinião do Dr. Heine. Destaco que em mais de uma oportunidade ele usou a expressão ‘se o prefeito deixar’, fazendo surgir o velho adversário político de Ulisses, e ‘barrista militante’, mas foi sobre a origem do coronavírus e sobre a possível intenção com o lockdown, que segundo ele seria de quebrar a economia.

Admiro o Dr. Heine, que como vereador chamava de Heine, pois discordo de títulos na câmara (viu Ana Lúcia!) e com quem tivemos grandes embates de ideias. Lembro de suas famosas entrevistas ao Pinga Fogo na TV e o enfrentamento dele com Humberto Henrique, a quem admirava e respeitava (Humberto foi  o melhor, dentre os melhores vereadores, das últimas cinco legislaturas, pelo menos. 

Como médico, o Dr. Heine me pareceu, pela sua última entrevista, um bolsonarista, sem o radicalismo dos Bolsonaros, pelo menos no tocante às vacinas e  até concordo com ele em alguns pontos.

Médico político ou político médico? Parece que voltou com a corda toda. Nosso respeito ao Dr. Heine, que foi duro com um colega vereador, que não é mais comunista.