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A farra das diárias em Curitiba

Diogo Castor de Mattos, um dos mais jovens procuradores da extinta Lava Jato do Paraná

Por Vinicius Konchinski, no The Intercept Brasil:

O Intercept publica hoje uma matéria muito importante para a compreensão do funcionamento do Ministério Público e da moralidade seletiva de seu ativismo anticorrupção. Trata-se do mesmo ativismo que mobilizou a sociedade brasileira por anos, sempre com o apoio da imprensa e a serviço de interesses eleitoreiros. No entanto, os mesmos procuradores que corriam o Brasil em campanha pelas “dez medidas contra a corrupção” não viam qualquer problema nos colegas que engordavam seus já fartos vencimentos graças a diárias pagas pelo erário. Pelo contrário, as chancelavam.

A justificativa dos procuradores é a de sempre: as diárias estão previstas em lei. Mas a reportagem da #VazaJato de hoje apresenta diversas situações em que o pagamento delas, se não foi ilegal, certamente é imoral.

Entre as histórias contadas por Vinicius Konchinski, merece destaque a do procurador Diogo Castor de Mattos. Em cinco anos, Castor recebeu 425 diárias ou R$ 373,6 mil. Dessas, 411 diárias referem-se a viagens para Curitiba, uma vez que o procurador aceitou trabalhar para a força-tarefa quando residia em Jacarezinho, Norte do Paraná. 

Só que o próprio Castor garantiu à justiça, em cinco ocasiões entre 2014 e 2019, que morava em Curitiba. Tinha, inclusive, um apartamento na cidade. E isso era de conhecimento de Deltan Dallagnol, então coordenador da Lava Jato, e de todos os demais procuradores, como deixam claro mensagens trocadas pelo aplicativo Telegram.

Por exemplo, em mensagem de 5 de dezembro de 2018, Castor convida os colegas para uma festa de fim de ano em sua casa:
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