Verdão campeão

Poderia estar falando do Palmeiras, o maior campeão brasileiro e o primeiro de mundial de clubes em 1951, mas estou me referindo a Verdelírio Barbosa, diretor proprietário do Jornal do Povo, que hoje completa 80 anos de atual existência.
Sobre ele escreveu A.A. de Assis, que pode homenageá-lo muito melhor do que eu poderia fazer: ‘ Já tivemos em Maringá numerosos donos de jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão, todos eles valorosos e bastante conhecidos. Peço, porém, licença para destacar quatro: Ivens Lagoano Pacheco (O Jornal de Maringá), Manoel Tavares (A Tribuna de Maringá), Frank Silva (O Diário do Norte do Paraná) e Verdelírio Barbosa (Jornal do Povo).
Durante os mais de 30 anos em que trabalhei como jornalista profissional convivi intensamente com os nossos “quatro mosqueteiros”. Ivens, Tavares e Frank já estão na eternidade. Verderílio continua entre nós, agora promovido a oitentão, mas ainda e sempre Verde, forte, ativo, ridente, inquieto, criativo, arrojado, destemido, sábio, sobretudo um amigão.’
Conheço o Verde há muito menos tempo (desde 96), ele me conheceu nos início dos anos 2000, e em 2019 me convidou para a sua tradicional festa de aniversário, sempre junto com o Jornal do Povo, no 31 de março. Naquela oportunidade não pude ir, pois viajei, mas prometi que iria em 2020. Veio a pandemia e já são dois anos sem a solenidade festiva, mas certamente com muito motivos para comemoração, pois estamos nós aqui, o Verdelírio com 80, e a julgar pelo gás de quem caminha pelo Parque do Ingá ou dando 10 voltas na praça da catedral, e com a lucidez de um garoto de 30, sabedoria que a idade proporciona, podemos esperar muito mais tempo do ‘Verdão’, entre nós e esperamos aqui estar com ele.
É um campeão da vida, vencendo muitas dificuldades e como diria o slogan de campanha de uma amiga nossa, continua ‘firme e forte’. Poderia estar no Pan News até hoje, mas a língua solta (fala o que quer), os ouvidos já não tão pacientes para ouvir certas coisas, além do compromisso de levantar muito cedo às quartas, o fizeram declinar do convite para continuar. Hoje foi lembrado, lá também, por Luiz Neto e um de seus grandes amigos, o Rigon, além do, às vezes ‘enfezado’ Paulo Caetano.
Parabéns Verdelírio, tenha existência o mais longa possível, sobretudo com saúde, paz, harmonia e equilíbrio espiritual.
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