Reportagem de Pablo Rodrigo e Marcelo Toledo, na Folha de S. Paulo, remete a tema que envolveu os vereadores de Santa Fé, na microrregião de Maringá: a pulseira da covid-19. Uma lei municipal que estabeleceu a identificação de pessoas que estão infectadas com a covid-19 em Apiacás (a 1.110 km de Cuiabá) tem gerado polêmica em Mato Grosso. Enquanto o prefeito Júlio Cesar dos Santos (MDB) afirma ter o apoio dos comerciantes e de 90% da população, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) estadual classifica a medida como inconstitucional e preconceituosa.
Desde o início da pandemia, surgiram propostas, decretos e leis polêmicas em várias cidades do Brasil, que foram de orações e jejum até a aplicação retal de ozônio, passando por uma proposta de pulverização de um município com álcool em gel. O uso de pulseiras para identificar contaminados pelo novo coronavírus é aplicado no interior de São Paulo, também com questionamentos, assim como em Mato Grosso.
A lei que foi aprovada por unanimidade pela Câmara de Apiacás estabelece que pacientes com Covid-19 ou suspeita e sintomas de contaminação “obrigatoriamente serão identificados por uma pulseira na cor vermelha fornecida pela Secretaria Municipal de Saúde”. Leia mais.
(Foto: Prefeitura de Iacanga)