Com HUM, duas portas do SUS se fecham à covid-19 na região

Duas portas de entrada para atendimento pelo sistema único de saúde às pessoas com o novo coronavírus se fecharam esta semana na região de Maringá. Além de dois estabelecimentos privados – como o Hospital São Marcos e o Hospital Paraná -, o Hospital Metropolitano, de Sarandi, e agora o Hospital Universitário Regional de Maringá, por conta do agravamento da pandemia, estão com a capacidade de ocupação esgotada. O fato é muito preocupante.

A superintendente do Hospital Universitário, Elisabete Mitiko Kobayashi, emitiu comunicado informando das dificuldades do HUM e alertando à regulação local e regional sobre a capacidade plena esgotada. Segundo o comunicado, esforços contínuos diuturnos estão sendo realizados pela equipe do HUM “para que possamos dar apoio à rede e com segurança aos pacientes, atendendo a demanda necessária” e que no momento “estamos operando com capacidade acima de nosso limite, com vários pacientes intubados em nossa sala de emergência covid e sem condições de receber mais pacientes”. A nota comunica que, a partir de agora, “manteremos o atendimento do nosso PA respiratório apenas como referenciado à Central de Regulação e sem atendimento para a demanda espontânea”.

Confira a nota do HUM:

“O Hospital Universitário de Maringá vem a público comunicar sobre a situação de agravamento da pandemia, neste momento, em Maringá e região.

A alta procura por leitos de UTI e de enfermarias no município e região, nas últimas semanas, e que vem se intensificando precisamente nos últimos dias, é deveras preocupante do ponto de vista assistencial e hospitalar. Há tempos o HUM vem alertando aos setores competentes sobre a falta de profissionais de saúde disponíveis para tantos leitos e sobre a escassez de medicamentos no mercado. . O HUM vem enfrentando dificuldades com o repasse financeiro que seja suficiente para a demanda COVID em termos de custeio e investimento. Temos problemas para manter estoques suficientes de medicamentos e materiais, devido aos recursos insuficientes e em parte devido ao desabastecimento dos fornecedores em nível nacional. Os trâmites para a importação de medicamentos passam pela liberação da Anvisa e demais órgãos competentes, dificultando o acesso rápido e tão necessário para a manutenção de pacientes em leitos críticos.

Estamos emitindo alerta à regulação local e regional sobre a capacidade plena esgotada, e que esforços contínuos diuturnos estão sendo realizados pela equipe do HUM para que possamos dar apoio à rede e com segurança aos pacientes, atendendo a demanda necessária. No momento estamos operando com capacidade acima de nosso limite, com vários pacientes entubados em nossa sala de emergência covid e sem condições de receber mais pacientes. Comunicamos a partir deste momento, que manteremos o atendimento do nosso PA respiratório apenas como referenciado à Central de Regulação e sem atendimento para a demanda espontânea.

Por outro lado, apontamos que continuamos a atender a Rede de Urgência e Emergência (RUE), em nosso Pronto Atendimento Geral, com alta demanda de casos de traumas e pacientes críticos clínicos não covid, além de nossas referencias para gestantes de alto risco. Inclusive, alguns pacientes que são atendidos no PA geral, por motivos variados, tem a necessidade de serem remanejados internamente para a ala covid devido à suspeita ou confirmação clinica de covid 19, na hora do atendimento. O nosso PA geral historicamente mantém atendimento acima de sua capacidade máxima, atendendo o município e região. Mantemos a porta aberta e referenciada para suprir a rede que entendemos são necessárias neste momento.

Por fim, colocamos que esperamos que em breve este cenário se modifique favoravelmente/com as ações implementadas pela gestão municipal e regional no sentido de conter a alta taxa de transmissião que ocasiona a procura maciça em nossa porta hospitalar.”