Trechos do artigo de Miriam Leitão, em O Globo:
Um criminalista, que já advogou para milicianos, foi parar numa negociação internacional com a Pfizer, indicado pelo governo. Cem mil brasileiros morreram pelos atrasos deliberados na compra de vacinas. Com a Covaxin, o governo quis fazer contrato, ainda na segunda fase, e pagar adiantado. Foi a única a ter um intermediário e era uma empresa ligada a outra suspeita de fraude. Tudo isso está em um terabyte de informação que a CPI já acumulou e deve ser avaliado, segundo o senador Alessandro Vieira (foto), por um grupo de juristas para tipificar os crimes cometidos pelo governo federal na crise sanitária.
Nesse um terabyte da CPI tem a informação de que a sucessora de uma empresa de nome Global Medicamentos, suspeita de fraudes na gestão do ex-ministro Ricardo Barros, na Saúde, é a intermediária da Covaxin. Com essa o governo teve pressa em negociar. O advogado Zoser Plata Bondim de Araújo, com milicianos na sua lista de clientes, negociou com a Pfizer, em nome do governo. Dinheiro público foi usado em remédio que não funciona para a covid-19.
(Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)