Um negócio da Índia

Maringá, através do deputado e ex-ministro da Saúde, Ricardo Barros, tem sido notícia nacional por supostas irregularidades na compra de uma vacina da índia, por um preço que seria superfaturado e com interesses privados acima do público, dizem.
O título (negócio da ìndia) obviamente é uma ironia com a expressão ‘negócio da china’, cujo significado, segundo os dicionários é :Negociação em que se leva vantagem; acordo muito proveitoso; grande oportunidade. Origem. No século XIX, a Coroa Britânica decidiu invadir a China para vender os seus produtos para o vasto mercado chinês; após vencerem as Guerras do Ópio, como ficaram conhecidas, e subjugarem as autoridades chinesas, os ingleses estabeleceram monopólios comerciais que lhes garantiam uma enorme vantagem econômica.
Claro que a denuncia ‘precisa’ ser apurada e comprovada e sobre isso disse o prefeito de Belo Horizonte ao Jornal Estado de Minas: “Eu acho que tem que provar. Se provar, o mundo vai cair. Por que 1000% mais cara sem aprovação da Anvisa? Tem coisa que eu não acredito. Só acredito vendo. Eu não acredito porque é uma barbaridade total. Isso não existe”, afirmou Kalil. E prossegue a matéria: Um telegrama sigiloso da embaixada brasileira em Nova Délhi, em agosto do ano passado, informava que o imunizante tinha o preço estimado em 100 rúpias (US$ 1,34 a dose). Em dezembro, outro comunicado diplomático dizia que o produto fabricado na Índia “custaria menos do que uma garrafa de água” .Em fevereiro deste ano, no entanto, o Ministério da Saúde pagou US$ 15 por unidade (R$ 80,70, na cotação da época) – a mais cara das seis vacinas compradas até agora.
Segundo o UOL, diferentemente dos demais imunizantes, negociados diretamente com seus fabricantes (no País ou no exterior), a compra da Covaxin pelo Brasil foi intermediada pela Precisa Medicamentos. A Precisa tem como sócia uma outra empresa já conhecida por irregularidades envolvendo o Ministério da Saúde – a Global Gestão em Saúde S. A, num negócio de R$ 20 milhões da pasta para fornecer remédios que nunca foram entregues, feito em 2017, quando o ministério era chefiado pelo atual líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR), do Centrão.
Que o deputado esclareça devidamente, é o que aguardamos. Ainda que seja dizendo que não sabia de nada, como prevê a novo texto da lei de improbidade que ele e outros deputados ajudaram a aprovar.
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