De Constança Rezende e Raquel Lopes na Folha de S. Paulo:
O dono da empresa responsável por representar a fabricante da vacina indiana Covaxin disse que uma emenda do líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), destravaria o processo de importação do imunizante.
O relato de Francisco Maximiano feito ao embaixador do Brasil em Nova Déli, André Aranha Corrêa do Lago ()foto), consta de documento sigiloso entregue pelo Ministério das Relações Exteriores à CPI da Covid no Senado.
A compra da vacina pelo governo Jair Bolsonaro está na mira do MPF (Ministério Público Federal) e da comissão que apura ações e omissões no enfrentamento da pandemia. As investigações veem indícios de irregularidades e favorecimento do Ministério da Saúde na compra da vacina indiana da Bharat Biotech.
“O presidente da Precisa Medicamentos [Francisco Maximiano] comentou que, com a divulgação de dados de eficácia pela Bharat Biotech e a iminência da aprovação da autorização para uso emergencial sem restrições da vacina na Índia, autorização semelhante poderia ser obtida em breve no Brasil”, escreveu Lago, em telegrama ao Itamaraty, em 5 de março deste ano.
“Segundo ele [Maximiano], isso seria possível em razão da nova redação da Medida Provisória 1.026/21, aprovada nos últimos dias pelo Senado Federal”, relatou o embaixador. rocurado, o Palácio do Planalto não respondeu até a publicação deste texto. Leia mais.
(Foto: Pedro França/Agência Senado)