Porto Rico descumpriu investimento mínimo na educação
O Tribunal de Contas do Estado do Para aprovou a emissão de parecer prévio pela irregularidade das contas de 2019 do município de Porto Rico (Região Noroeste), de responsabilidade do ex-prefeito Evaristo Ghizoni Volpato (gestão 2017-2020). O então gestor recebeu quatro multas pelas falhas na prestação de contas anual, totalizando R$ 14.760,20.
Entre os motivos da desaprovação está a falta de aplicação do índice constitucional mínimo de 25% da receita na manutenção e desenvolvimento da educação básica municipal. Esse percentual atingiu 24,71% após os novos comprovantes de despesas juntados em sede de contraditório.
Também foram considerados irregulares o déficit orçamentário de fontes não vinculadas a programas, convênios, operações de crédito e regime próprio de previdência social (RPPS), no valor acumulado de R$ 1.420.781,83 – representando 7,21% da receita arrecadada naquele exercício; e a ausência de comprovação de regularidade previdenciária junto ao Ministério da Previdência Social.
Outras falhas que contribuíram para a irregularidade da PCA foram a ausência do ato de nomeação dos membros do Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb); do parecer sobre as contas de 2019 do Conselho Municipal de Saúde; e da documentação comprobatória da qualificação do responsável pelo Controle Interno.
Além disso, o item sobre os aportes ao RPPS para a cobertura do déficit atuarial foi ressalvado, devido à aceitação das justificativas do ex-prefeito, que comprovou o parcelamento do débito junto ao então Ministério da Previdência.
A Coordenadoria de Gestão Municipal do TCE-PR e o Ministério Público de Contas se manifestaram pela emissão de parecer propondo a desaprovação das contas de 2019 do município, com ressalva e aplicação de multas ao gestor. O relator do processo, conselheiro Ivens Linhares, acompanhou os opinativos ministerial e da unidade técnica. Desta forma, Volpato foi multado quatro vezes.
Os demais membros da Segunda Câmara acompanharam o voto do relator, por unanimidade, na sessão plenária virtual nº 8/2021, concluída em 2 de junho. Cabe Recurso contra a decisão expressa no Acórdão de Parecer Prévio nº 174/21 – Segunda Câmara, veiculado em 21 de mesmo mês, na edição nº 2.563 do Diário Eletrônico do TCE-PR.
Após o trânsito em julgado do processo, o parecer prévio do TCE-PR será encaminhado à Câmara Municipal de Porto Rico. A legislação determina que cabe aos vereadores o julgamento das contas do chefe do Poder Executivo municipal. Para desconsiderar a decisão do Tribunal expressa no parecer técnico, são necessários dois terços dos votos dos parlamentares. (TCE)
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