CPI cria sete núcleos para analisar documentos

Os senadores da CPI da Pandemiad vão utilizar o período de recesso parlamentar para aprofundar a análise de documentos sobre as ações e omissões do governo Bolsonaro durante a pandemia de covid-19 no Brasil. São mais de 1 terabyte de arquivos que foram requisitados pela comissão, o equivalente a cerca de 6,5 milhões de páginas de documentos. Para acelerar os trabalhos com vistas a apresentação do relatório final, foram criados sete núcleos específicos. A informação é da Rede Brasil Atual (leia mais).

A se julgar pelos temas dos núcleos, Maringá deve aparecer em ao menos dois deles. O senador Humberto Costa (PT-PE) vai investigar a atuação dos hospitais federais. Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice presidente da CPI, cuidará da atuação de empresas intermediárias que negociaram vacinas com o Ministério da Saúde. Simone Tebet (MDB-MS) trabalhará especificamente no caso da Precisa/Covaxin. Otto Alencar (PSD-BA) cuidará de negacionismo e demais questões sanitárias. Alessandro Vieira (Sem partido-SE), dos esquemas de notícias falsas durante a pandemia. Os tratamentos com remédios sem eficácia contra a covid-19, como a cloroquina e a ivermectina, ficarão a cargo de Rogério Carvalho (PT-SE). Por fim, Eliziane Gama (Cidadania-MA) será responsável pela apuração das novas denúncias de corrupção envolvendo a empresa de logística VTC Operadora de Logística.

(Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)