Maringá, ainda jovem, foi citada várias vezes pela coluna “O Impossível Acontece”, na revista O Cruzeiro, que chegou a ser a principal do país na primeira metade do século XX. Há pelo menos delas relatadas somente nos anos 50 e 60.
A coluna publicava históricas curtas porém curiosas, diferentes, engraçadas, de várias partes do país. Confira três delas:
CACHAÇA COM GRAVATA – E afirma AristIdes Pires (Rua Xavier da Silva, 973, Curitiba, Paraná), ter lido, na porta de um boteco de Maringá o seguinte aviso: “0 estabelecimento, por motivos de elevar o gabarito de seus frequentadores, só serve bebida a freguês de gravata e sem revólver”.
DE QUE MANEIRA? – O sr. Antônio Nanci, comerciante em Maringá, com estabelecimento à Avenida Ipiranga [atual Getúlio Vargas], naquela cidade, anunciou no jornal “A Hora”, que ali se publica, não se responsabilizar por qualquer negócio efetuado por ele próprio.
ESTUDANTES TAPEIAM A POLÍCIA – O deputado Francisco Julião presidia, em Maringá, ao Congresso de Trabalhadores Rurais do Paraná, quando surgiram 300 estudantes, tumultuando os trabalhos do conclave. Os congressistas mandaram cchamar a polícia e esta dirigiu-se aos estudantes com cassetetes na mão. Os rapazes puseram-se a cantar o Hino Nacional e os soldados tomaram a posição de sentido, permitindo a fuga dos estudantes.