Um dia a casa cai

Padre Quevedo

Quando eu era criança ouvi muito a história de pistoleiros, que teriam o corpo fechado, e nenhuma arma os atingiria, seja de fogo ou as famosas ‘peixeiras’, facas de eram muitas usadas como arma. Estou falando da das décadas de 50 e 60, onde essas pessoas eram consideradas de ‘corpo fechado’.

Consta do dicionário informal: ‘Se você é daqueles(as) que pode acontecer o que for e nada te atinge, bebe até cair, bate carro, cai na ribanceira, briga com todo mundo, gosta do perigo, pula em rio de uma altura de 40 metros, desvia de bala de revólver, de carabina e metralhadora, pega gripe, pneumonia, virose, dor de garganta, cirrose, tuberculose, febre tifoide, dor de ouvido, que nunca quebrou um osso e muito mais… Enfim, tudo acontece e você não muda nada. Uma criatura inabalável… é exemplo de corpo fechado.’

Na política de um estado do sul há um caso em que se poderia dizer, até bem pouco tempo, que o político tinha o ‘corpo fechado’, pois nada lhe pegava, em matéria de, digamos ‘ mal feitos’, e não eram poucos a ele atribuídos, mas nem as polícias e os MPs,  conseguiam indiciá-lo, muitos menos denunciá-lo por supostos atos de corrupção.

Hoje já não se tem tanta certeza, embora muitos continuem dizendo: ‘não vai dar nada’, ‘ele se safará’, ‘dará um nó nos investigadores’, ‘tem muita força’, conhece os podres de ‘senadores e deputados’.

Corpo fechado? Pode até  ser, mas o corpo é perecível e um dia cai. O corpo é a casa da Alma e a morada caindo… Há casos de estruturas abaladas antes da queda..  Como o leitor pode concluir, esta postagem é uma obra de ficção, fruto da fértil imaginação deste modesto colaborador e de amigos. Esse político não ‘ecxiste’, diria padre Quevedo.

(Foto: Repordução/Fantástico)