A verdade nua e crua

Aos olhos de muita gente, é mais fácil aceitar a Mentira vestida de Verdade

Em tempos de fake news em profusão, onde até alguns manifestantes acreditaram na mentira  que Bolsonaro tinha decretado o ‘Estado de Sítio, ‘ que  é um instrumento no qual o chefe de Estado suspende por um período temporário a atuação dos Poderes Legislativo e Judiciário.É um recurso emergencial que não pode ser utilizado para fins pessoais, apenas para agilizar as ações governamentais em períodos de grande urgência e necessidade de eficiência do Estado.No Brasil, o estado de sítio possui uma duração limitada de 30 dias e só pode ser estendido em casos de guerra.

O que acontece durante o estado de sítio? De acordo com o artigo 139 da Constituição, o estado de sítio prevê a limitação de alguns direitos fundamentais:

  • Obrigação de permanência em localidade determinada; Detenção em edifício não destinado a acusados ou condenados por crimes comuns; Restrições relativas à inviolabilidade da correspondência, ao sigilo das comunicações, à prestação de informações e à liberdade de imprensa, radiodifusão e televisão, na forma da lei; Suspensão da liberdade de reunião;
  • Busca e apreensão em domicílio; Intervenção nas empresas de serviços públicos; Requisição de bens;

Vejamos uma parábola sobre a  verdade que tem sofrido muito nos últimos tempos e mentira, muito estimulada por  alguns bolsonaristas profissionais, levando muito gente de boa fé a acreditar. 

Certa vez, a Mentira e a Verdade se encontraram.

A Mentira disse para a Verdade:  – Bom dia, senhorita Verdade.

Ao ouvir isto, a Verdade foi conferir se realmente era um bom dia. Olhou para o alto, não viu nuvens de chuva e havia pássaros cantando. Ela viu que realmente tratava-se de um bom dia. Então respondeu: – Bom dia, senhorita Mentira. 

E a Mentira prosseguiu: – Veja como está calor hoje. Quando a Verdade percebeu que pela segunda vez a Mentira estava certa, relaxou. 

Então a Mentira convidou a Verdade para um banho no rio. Despiu-se de suas vestes, pulou na água e disse: – Venha, Verdade, a água está deliciosa. 

Assim que a Verdade, sem suspeitar, tirou suas vestes e mergulhou, a Mentira saiu da água,  vestiu-se com as roupas da Verdade e foi-se embora.

Ao constatar o que ocorrera, a Verdade, por sua vez, recusou-se a vestir-se com as vestes da Mentira. E por não ter do que se envergonhar, saiu a caminhar pelas ruas e vilas totalmente nua. 

E desde então, é por este episódio que, aos olhos de muita gente, é mais fácil aceitar a Mentira vestida de Verdade, do que a Verdade nua e crua. (Fonte: aqui)