Gestão de Ricardo Barros no Ministério da Saúde distribuiu 14 milhões de testes de dengue hoje vetados
De Alexandre Santos, no UOL:
Pelo menos 14 milhões de testes para detecção de dengue, zika e chikungunya distribuídos pelo Ministério da Saúde entre 2016 e 2018 são de lotes cujas amostras foram posteriormente reprovadas em análises do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), da Fiocruz. O prejuízo do governo é de aproximadamente R$ 402 milhões.
A suspeita da ineficácia foi levantada após governos estaduais relatarem que os testes apontavam diagnóstico incorreto, o chamado “falso negativo”. A análise do INCQS confirmando que os produtos apresentavam “resultados insatisfatórios” foi realizada em 2018. Os testes começaram a ser recolhidos somente em julho deste ano.
Documentos oficiais mostram que a pasta federal comprou e distribuiu os testes durante a gestão de Ricardo Barros como ministro da Saúde (de 12 de maio de 2016 a 2 de abril de 2018), no governo Michel Temer (MDB). Hoje, Barros (PP-PR) é deputado federal, líder do governo Bolsonaro na Câmara, e está na mira da CPI da Covid.
Procurado pela reportagem, Barros afirmou que a avaliação feita pelo INCQS se refere a lotes utilizados para controle epidemiológico um ano após a sua saída da pasta, que ocupou até abril de 2018. Leia mais.
(Foto: Leonardo Rattes/Ascom Sesab)
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