O que digo de Antero

Sujeito singelo
Camarada gentil
Coluna curvada
Seu corpo era esguio
Por ali se ajeitava
Lá vinha o magrão
Sempre boa praça
Na fila do pão
Conversa amistosa
Abriu tanta porta
Porque tinha visão
Nunca foi vida torta
Era temente
Só ia ajuntando
Dobrava o tenente
Honrava sua raça
Conhecia uma renca
Desviava a encrenca
Chamava pra mesa
Defendia seu ponto
Risada gostosa
Não pedia desconto
Que falta num faz
Ali pela boca
Ali pelo Borba
Em qualquer outro canto
Guardou na memória
Quem conheceu
Espalhou seu encanto
Seguiu mundo afora.
Virou quase lenda
Seu nome na agenda
Não apago mais não