Um grupo de criminalistas de Maringá vai tratar da morte de três jovens, na tarde do domingo, no limite entre Sarandi e Maringá. Eles receberam vários tiros, disparados por policiais militares, cenas registradas por várias pessoas e por câmera de monitoramento. Ao anunciar a atuação do grupo, a advogada criminalista Carolina Cleopara, ativista dos direitos humanos, observou que usar farda não dá direito a tirar a vida de outros. Em vídeo também levado ao ar também pela Tribuna Interativa WebTV, ela apontou indícios de execução e questionou marca de suposto tiro no colete de um policial, que, segundo ela, teria sido feito com cigarro.
Mais tarde, Carolina Cleopatra registrou a visita em seus stories de 29 policiais militares, citou os nomes de alguns, e disse que não irá se intimidade. “Se eu aparecer morta, não foi assalto”, chegou a comentar. Ela apontou o fato de o Gol branco onde estavam os supeitos ter parado porque os pneus já estavam rasgado, sem condições de rodar, e, como mostram as imagens, ao menos sete PMs fizeram formação e descarregaram as armas nos supostos criminosos. “Matar é crime”, lembrou. Ela ainda se referiu à rapidez com que os corpos dos três foram liberados pelo Instituto Médico Legal, sem a realização de exame residuográfico. A advogada recentemente recomendou que não se votasse nos vereadores que foram contra a criação do Conselho Municipal dos Direitos LGBTQI+, fazendo observações sobre alguns deles.
(Fotos: Plantão Maringá/Reprodução/Redes sociais)